Samuel Barnsley Pessoa
(31/05/1898 - 03/09/1976)
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| Prof. Guilherme B. Milward |
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Prof. Pessoa lecionando aos alunos da Turma I da MED UEL. Alunos: Martins, Cordoni e Lacerda. |
- um conhaque providencial,
- romance policial, e
- decúbito horizontal.
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| Prof. Guilherme B. Milward |
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Prof. Pessoa lecionando aos alunos da Turma I da MED UEL. Alunos: Martins, Cordoni e Lacerda. |
Professor José Ivan Cipoli Ribeiro - 85 anos!
Neste dia 17 de fevereiro nosso querido Professor José Ivan Cipoli Ribeiro completa 85 anos! Mazal Tov! Bendito seja Deus que nos permite ver nosso antigo mestre comemorar esta data com saúde e bem. É uma dádiva!
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| Prof. José Ivan início dos anos 70 |
Prof. José Ivan foi o pioneiro da Neurologia Clínica no Curso de Medicina da UEL - A Gloriosa! Foi convidado pelo saudoso Prof. Pedro Garcia Lopes em 1971 e com ele vieram os Professores Lamartine Correa de Moraes Juníor e Eliana Christina de Figueiredo de Oliveira Wanderley, formando o núcleo inicial do ensino da Neurologia -Neurocirurgia & Neuropediatria em nossa casa.
Na graduação e internato médico tive pouco contato com o Professor. A Neuro não era a especialidade que pensara em cursar. Posteriormente ao me decidir pela Neurologia, tive maior contato com o Professor quando fui seu residente, nos idos de 1999 a 2001.
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| Lucio e Prof. José Ivan - 2000. |
Tendo residido nos EUA para cursos de pós graduação sempre discutia política americana. Quando o tema era Guerra, discorria sobre a Segunda Guerra, Vietnã, Coreia... Mencionava detalhes da vida de Churchill. A cultura é vasta. Comentou que pensou ser médico na Guerra do Vietnã. Ao ver os campos do cemitério militar de Arlington e a infinidade de cruzes brancas repensou a vida e preferiu se manter na vida civil. Boa escolha, mestre!
Quando eu era residente do primeiro ano na Neurologia deparei-me com um caso de um paciente grave, instável e que me deixou em dúvida e inseguro. Era uma noite e liguei ao Professor. Após poucos minutos ele apareceu no pronto socorro, examinou o paciente comigo, discutiu o caso e conduta. É algo pequeno, mas que jamais esqueci. A curiosidade foi que no dia seguinte o mestre me ligou à noite. Queria que eu mostrasse outros casos porque a experiência na noite anterior havia aguçado a poderosa mente do mestre. Fomos lá!
Sempre menciono que meu maior mentor e mestre é e sempre será o Prof. Luís Sidônio. Ele sabe disso. E sabe que no período da residência o nome que me foi mais importante na formação foi o Prof. José Ivan. Cada um dos docentes teve sua devida importância! Todos! Quer seja pelas virtudes, quer seja pelo erros. Espelhar-se naquilo que é bom e evitar as práticas não construtivas. Do Prof. José Ivan, o que mais me marcou na residência foi a presença diária e constante nas enfermarias de emergência e a lista semanal de artigos para discussão de casos do dia a dia. O homem era incansável. E esteve sempre conosco.
Ato falho: em 2007 o Prof. se aposentou. Em seu lugar foi substituído por alguém de muito menor capacidade, conhecimento e talento: o que escreve estas linhas.
Passados alguns anos de sua aposentadoria, Prof. José Ivan mudou-se para Florianópolis onde continuou exercendo a Neurologia.
O primeiro semestre de 2025 nos deixou preocupados, o coração do querido mestre deu alguns sinais de que estava cansado. Mas como ele me prometeu não me deixar na mão na festa de 35 anos da residência o coração deu uma trégua e o mestre esteve lá pra abrilhantar as festividades.
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| Prof. José Ivan sendo recepcionado por mim na cerimônia de 35 anos. |
Ano passado (2025), a Residência Médica de Neurologia Clínica completou 35 anos! Tivemos a oportunidade de reunir os docentes fundadores da residência (Prof. José Ivan, Prof. Ramón e Prof. Sidônio) e gerações de residentes. Prof. José Ivan foi reverenciado pelos anos de dedicação à nossa casa, assim como os demais fundadores.
Meu querido Prof. José Ivan, foi uma imensa honra ter sido teu aluno na graduação e na residência. O Sr. foi muito importante em minha formação e não há como expressar o quão grato sou ao Sr.
Tive a oportunidade de agradecê-lo pessoalmente e uso estas linhas para expressar a importância que o Sr. tem para mim. Substituí-lo em nossa casa é uma missão difícil de se cumprir. Mas estou por lá! Tentando cuidar, regar e amparar a planta que o Sr. semeou em 1971, no ano que nasci! Evidentemente sem o mesmo talento.
Confesso mestre, que já pensei em deixar nossa casa. Mas quem lança mão no arado não deve olhar pra trás. Sigo em frente, às vezes tropeçando na beira da estrada e logo se levantando. Procurando, no dizer do Ap. Paulo, agir de todo o coração, nãos aos homens, mas ao Senhor Deus, pois a Ele que estou servindo.
Rogo a Deus que o abençoe sempre e que te dê saúde e paz.
Teu nome faz parte de minha história.
Parabéns pelos teus 85 anos, meu mestre!
Do menor de todos,
L.
Reescrevo e atualizo aqui um texto publicado em 2022.
Hoje completam-se 5 anos de sua ausência, meu Professor.
Meu Professor Toledo,
Hoje completamos 5 anos de sua ausência, Professor. No entanto, a semente plantada e regada desde os primórdios de nossa instituição - Medicina UEL.- a Gloriosa - subsiste e rende frutos ainda hoje.
O senhor veio, se a memória não me trai, da PUC de Sorocaba na primeira leva de docentes para criar/dar continuidade à então Faculdade de Medicina do Norte do Paraná. Que os antigos me corrijam, mas creio que veio contigo uma leva de grandes nomes, dentre eles Dr. Thomson (hoje Professor Emérito da UEL!), o saudoso Prof. Guerra, Prof. Siqueira (que partiu recentemente), o primeiro professoe de infectologia - Rogério de Jesus Pedro... Enfim, uma lista de monstros sagrados que araram a terra vermelha.
O senhor tinha uma face sisuda. Um andar lento, muitas vezes com cigarro à mão. Eu encontrava o senhor e perguntava: Dr. Toledo, quantas inalações o senhor já fez hoje? O senhor ameaçava um riso e respondia: Algumas. A inalação que me referia era o cigarro. Mal sabia o senhor, ou talvez soubesse, que tal prática estaria relacionada à doença que de nós o ceifaria há 5 anos.
Quando me tornei docente da Gloriosa (sempre há alguém de menor brilho) passamos a nos encontrar mais frequetemente nos corredores da casa que o senhor ajudou a crescer e à qual tudo devo. O Sr. era o plantonista do Pronto Socorro Médico às quintas-feiras, precedido às quartas pelo saudoso Marcos Camargo e era rendido às sextas pelo Dr. Tercílio Turini. Conversávamos sobre o passado, o começo do curso, como era Londrina nos anos 70... E assim conseguia que o senhor se abrisse um pouco (só um pouco, mas dava certo). E aprendia um pouco da vida e da arte de ser médico.
Viver é algo realmente estranho. Quando eu estava no início do curso médico eu olhava o Sr. e a tua geração e tinha a impressão de que vocês eram velhos (perdoe a indelicadeza, era a tolice da juventude). Eu tinha 20 anos e vcs estavam na casa dos 50. E hoje, professor. Quem está na casa dos 50 sou eu e é assustador como o tempo passa. É cruel.
Quando o senhor iniciou sessões de fisioterapia em nossa clínica privada, sempre apertava a agenda pra te dar um abraço e trocar umas palavras. Eu encontrava o fisioterapeuta responsável pelo senhor e dizia: Cuida bem dele. Ele foi meu professor e ajudou a formar uma geração.
Essa foto que insiro aqui foi de um dos momentos que o senhor nos visitou.
Estou pensando no senhor e me recordo de um de meus ídolos: Rubem Braga. Alguns o chamavam de Urso. Sério, bravo, mas que habitava nele um enorme coração, tal qual o teu.
Algumas semanas antes de tua partida fui visitá-lo. O Sr. estava mais abatido, cansado, dando sinais de que se aproximava o fim de tua peregrinação.
Saudades do senhor, o Urso da cardiologia pé vermelha.
Que jamais nos esqueçamos daqueles que dedicaram suas vidas à Gloriosa e que os jovens saibam cultuar e rememorar seus feitos.
Do menor dos alunos, e agora velho,
L.
Dr. Pedro,
Semanas atrás, ainda em janeiro, escrevi aqui neste blog algumas linhas sobre a perda de teu filho, o Kiki. Soube pelo Pedroca, (teu filho mais velho) que ele lhe leu o texto e o Sr. ficou tocado e agradecido. Como iríamos saber que 20 dias depois chegaria tua hora?
Meu Pedro, estive trazendo à memória alguns momentos e os mencionarei aqui.
Creio que a primeira vez que te vi foi entre 1991 e 1992. Eu era calouro da Gloriosa MED UEL, a escola que teu irmão fundou e que o Sr. foi nosso inconteste chefe. Recordo de estar no saguão principal do HU e um grupo de médicos descia a escadaria que vem das enfermarias. Na frente, o Sr. liderava o grupo. Avental branco impecável com nome bordado, gravata, canetas vistosas no bolso. Imponência... Pensei: esse homem é importante, deve ser o chefe. E atrás o seguia o grupo de médicos e na sequência residentes e alunos. Estes, no fim da fila. Alguns anos depois eu estaria também no fim dessa fila. Dela, jamais saí. Estou ainda lá, o último da fila, o menor de todos.
Depois me recordo, passados uns 3 anos que o Sr., numa sala de madeira, veio apresentar o Curso de Neurologia para alunos do quarto ano. Antes de adentrar à sala, eu portava à mão um livro recém adquirido e o Sr. perguntou que livro era. Ao mostrá-lo o Sr disse: Essa é a Bíblia. Era (tenho até hoje) o manualzinho do Adams. A versão resumida! O Sr. sabe como aluno é preguiçoso e tem seus macetes. Na residência, o extenso tratado completo foi meu companheiro das leituras noturnas.
Luiz Henrique, o Kiki.
Ah, Kiki. Ainda me recordo do dia que tomávamos café na cantina de nossa casa, o HU. A casa que teu pai ajudou criar e que tanto amamos. Você me criticava porque eu usava motocicleta (e ainda uso!) e eu dizia que você era maluco por ser adepto do paraquedismo. Ríamos e nos agredíamos verbalmente de uma forma amistosa, se é que é possível. E você mencionava os diversos traumas oriundos dos acidentes com moto que são atendidos diariamente em nosso pronto socorro. Enfim...
Recordo de estar viajando com a família quando recebi a notícia de que você nos deixou. E o foi saltando de paraquedas! Ah, Kiki.
Lembro que você era aluno do curso de medicina de nossa Gloriosa UEL e eu era residente. Como você era divertido, risonho e alegre. Bom companheiro de papo. Filho do austero Prof. Pedro Garcia Lopes, o Espanhol. Todos viam em você o substituto futuro do grande Chefe da tribo. Prof. Pedro foi meu chefe. O homem incutia respeito e eventualmente, medo. Mas era só a casca.
E você segui-lhe os passos. Cursou neurocirurgia, foi pra França e retornou como Professor de Neurocirurgia junto ao pai. Eu já retornara de SP e era docente do setor, onde partilhamos conversas, discussões e um início de amizade. Estava aprendendo te conhecer. Não éramos grandes amigos por questões de tempo de convívio, pois nossos contatos eram apenas semanais nas reuniões do setor. Mas estávamos nos conhecendo. Fortalecíamos a aproximação quando a indesejada das horas te abateu, Kiki. Ah. Kiki...
Lembro em tua despedida ter abraçado o velho pai. Ele chorava e dizia. Olha o Kiki, olha o que aconteceu...
Que dia triste, que dia triste.
Quando teu pai completou 80 anos (já em tua ausência) eu escrevi umas linhas em um somenos artigo chamado: Pedro, a Rocha . Nele, eu escrevi que você decidira aprender voar. E nos ares, de forma tão precoce, encerraria sua missão e retornaria ao Criador. Somente os céus para receber o sorriso tão largo e alma tão generosa. Que perda.
É isso Kiki. Sentimos tua falta e exaltamos tua memória, nestes 11 anos de tua partida.
Voe, garoto!
E como escrevi naquele artigo: Uma de minhas missões é recordar e jamais esquecer daqueles que dedicaram parte de suas vidas à causa da gloriosa, a nossa Medicina-UEL. Cultuar seus nomes, suas memórias e seus feitos e fazer com que as novas gerações saibam honrar aqueles que pavimentaram nosso caminho, com suor, sacrifício pessoal e até com a própria vida.
L.
*Dez anos sem o Professor Lauro Brandrina*
Passaram-se dez anos desde que se calou a voz de nosso professor pioneiro da MED UEL - A Gloriosa.
Prof Brandina, que em seus iniciais planos viria à Londrina para ficar um curto tempo e retornaria à Terra da Garoa, permitiu que o pó vermelho de dessas terras se misturrasse à seu sangue e nunca mais abandonou a Pequena Londres.
Esteve presente no Primeiro Transplante de Coração do Brasil e foi um dos responsáveis pelo Primeiro Transplante de Rim no Paraná, no Hospital de nossa UEL, em 1973.
Líder de uma geração de cirurgiões e urologistas e professor inesquecível de nossa casa, elevou o nome da Gloriosa a todo território nacional.
Dos grandes e inúmeros discípulos formados, em especial cito um: este que herda os genes paternos e abraçou a mesma causa do ensino: seu brilhante filho e nosso colega Ricardo Brandina.
Dez anos sem o mestre!
Que os mais novos aprendam e saibam seus feitos e que jamais nos daqueles que dedicaram parte de suas vidas à causa da Gloriosa.
De um ex-aluno, o menor de todos.
https://www.youtube.com/watch?v=OoB_jjGBvWI Assistam!
Prof. CARLOS DA COSTA BRANCO
CENTENÁRIO DE SEU NASCIMENTO.
Republico texto escrito 10 anos atrás.
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| Dr. Carlos da Costa Branco |
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| Renato Locchi 1896-1978 |
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| Alfonso Bovero 1871-1937 |